Rvores Da Floresta Estacional Semidecidual

Author: Viviane Soares Ramos
Publisher:
ISBN: 9788531410840
Size: 11.67 MB
Format: PDF, Kindle
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Este é um guia que pretende facilitar a identificação em campo de espécies arbóreas que ocorrem na Floresta Estacional Semidecidual, que cobria toda a face ocidental da área de domínio da Mata Atlântica. Foi elaborado com base nas espécies da Estação Ecológica de Caetetus, um dos últimos remanescentes dessa floresta no Estado de São Paulo, mas pode auxiliar na identificação de espécies em toda a região de ocorrência desse tipo de vegetação. O livro apresenta a chave de identificação baseada em caracteres vegetativos, acompanhada de um glossário ilustrado dos termos técnicos, ao lado de ilustrações que mostram a aparência da casca, ramos, folhas, flores e frutos e algum detalhe adicional que contribua para facilitar o reconhecimento da planta. O livro é destinado a profissionais que trabalham na área, coletores de sementes, viveiristas, paisagistas, professores e pessoas fascinadas por árvores e florestas em geral.

Fauna And Flora Of The Campus Of The Cidade Universit Ria Armando De Salles Oliveira

Author: Jane Elizabeth Kraus
Publisher: EdUSP
ISBN: 9788531408793
Size: 62.86 MB
Format: PDF, Docs
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Editado em português e inglês 'Fauna e Flora no Campus da Cidade Universitária', de Armando de Salles Oliveira, traz um fascinante relato da diversidade biológica de uma das maiores áreas verdes da cidade de São Paulo. Com fotos de alta definição, este livro cataloga (com informações básicas) quarenta espécies da fauna e quarenta espécies da flora presentes no campus e visa chamar a atenção dos freqüentadores e visitantes para sua exuberância natural.

Comunidade De Lianas E Sua Associa O Com Arvores Em Uma Floresta Estacional Semidecidual

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Size: 49.60 MB
Format: PDF, Docs
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Lianas são plantas que germinam no solo, mantêm-se enraizadas durante toda a vida e necessitam de suporte físico para alcançarem o dossel. Elas são membros característicos das florestas tropicais, onde contribuem com cerca de 25% da diversidade vegetal. Às vezes, dominam a vegetação, principalmente em áreas perturbadas. Lianas competem com árvores por nutrientes e luz, e influenciam a taxa de crescimento e a mortalidade de sua árvore hospedeira. Embora as lianas iniciem sua escalada a partir do chão, muitas colonizam árvores vizinhas pelo dossel da floresta,?amarrando-se? às outras, podendo ocasionar a queda de várias árvores quando uma delas cai. Devido a sua abundância e o seuimpacto sobre as árvores, é de grande importância conhecer os fatores que governam a distribuição e dinâmica das lianas na floresta tropical e, assim, desenvolver estratégias de uso sustentável. Assim, os objetivos desta tese foram: (1) avaliar a riqueza e abundância das lianas e (2) a relação das lianas com as características do hospedeiro e com a estrutura da floresta. O trabalho foi realizado em um fragmento de floresta estacional semidecidual, com cerca de 435,73 ha, na Estação Ecológica de Paulo de Faria, SP. Foram amostradas 100 parcelas de 10 x 10 m (1 ha). As lianas com diâmetro 3 1 cm e as árvores 3 3 cm enraizadas nas parcelas foram medidas no DAP (diâmetro à altura do peito - 1,30m) e identificadas. Amostrou-se 1427 indivíduos de 45 espécies de lianas, pertencentes a 14 famílias, sendo as mais ricas: Bignoniaceae (14 espécies), Sapindaceae (nove) e Malpighiaceae (seis), e as mais abundantes Bignoniaceae, Sapindaceae e Apocynaceae. A riqueza de lianas foi aproximadamente igual à metade (razão 0,51) da riqueza de árvores (87 espécies). A densidade média de lianas e árvores foi semelhante, cerca de 1400 indivíduos/ha. Melloa quadrivalvis (Bignoniaceae) foi a espécie mais comum na área estudada. Do total de indivíduos de lianas amostrados, 57,6% apresentaram diâmetros entre 1 - 2,5 cm, correspondendo a 95% da riqueza total amostrada. Das 1419 árvores amostradas, 53% carregavam pelo menos uma liana. As espécies menos infestadas que a média geral foram Inga marginata, Piper amalago, Trichia catigua e T. claussenii, e somente uma, Machaerium paraguariense, foi mais infestada que a média, considerando todas as espécies. Os resultados, de modo geral, não apoiaram a hipótese deespecificidade entre espécies de lianas e espécies de árvores, pois a riqueza e a diversidade de espécies de lianas aumentaram com a proporção de infestação. Se houvesse especificidade, esperar-se-ia que uma espécie de árvore fosse mais infestada por uma determinada espécie de liana. O mecanismo de escalada das lianas não influenciou o número de árvores que cada liana escalou, embora tenha ocorrido associação positiva entre árvores com casca rugosa e lianas com gavinhas. Considerando-se as características individuais do hospedeiro, as árvores com diâmetros maiores apresentaram maior densidade de lianas. Com relação às características da vizinhança, as diferenças encontradas provavelmente se devem as condições de luminosidade do ambiente. As parcelas com maior proporção de árvores com DAP> 30 cm apresentaram relação negativa significativa com a densidade de lianas. A relação foi positiva em parcelas com maior proporção de árvores com copas £ 3 m de altura. Assim, as evidências deste estudo sugerem que a distribuição das lianas foi mais influenciada por características da comunidade do que pelas características das espécies de árvores presentes.